Pesquisas indicam empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno

A corrida presidencial de 2026 segue marcada por uma disputa acirrada, de acordo com pesquisas de intenção de voto divulgadas ao longo da semana. Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em duas simulações de segundo turno. No entanto, a diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro dos levantamentos, o que caracteriza empate técnico.

Os resultados divulgados pelo Datafolha e pela Quaest mostram uma distância de dois pontos percentuais entre os dois nomes. Embora Flávio registre índices numericamente superiores nas duas pesquisas, os números não permitem afirmar que ele tenha uma vantagem estatisticamente consolidada sobre o atual presidente.

Datafolha mostra Flávio Bolsonaro com 47% e Lula com 45%

Divulgada na quinta-feira, 15 de outubro, a pesquisa Datafolha aponta Flávio Bolsonaro com 47% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno. Lula aparece com 45%.

O levantamento também mostra que 6% dos entrevistados votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos dois candidatos. Outros 2% ainda não decidiram em quem votar.

Na comparação com a pesquisa anterior, Flávio Bolsonaro apresentou uma oscilação de 49% para 47%. Lula, por sua vez, permaneceu com 45% das intenções de voto.

Com essa mudança, a diferença numérica entre os dois candidatos passou de quatro para dois pontos percentuais.

Também houve alterações entre os eleitores que ainda não definiram uma escolha. O percentual dos que optariam pelo voto branco, nulo ou por nenhum dos candidatos subiu de 5% para 6%. Já o grupo de indecisos passou de 1% para 2%.

Apesar das variações, os resultados precisam ser analisados considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Por esse motivo, os números, isoladamente, não são suficientes para confirmar uma tendência consistente de crescimento ou queda de qualquer um dos candidatos.

Pesquisa Quaest também aponta disputa equilibrada

O levantamento da Quaest, divulgado na quarta-feira, 14 de outubro, apresenta um cenário semelhante ao registrado pelo Datafolha.

Na simulação de segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Lula registra 44%.

A pesquisa também indica que 9% dos entrevistados votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam às urnas. Outros 1% não souberam ou não responderam.

Assim como no levantamento do Datafolha, a diferença entre os dois candidatos é de dois pontos percentuais. Dessa forma, os resultados dos dois institutos apontam para uma disputa apertada em um eventual segundo turno.

Embora os percentuais apresentem pequenas diferenças entre as pesquisas, ambas mostram Flávio numericamente à frente de Lula. Isso, porém, não significa que exista uma vantagem estatisticamente comprovada.

É importante considerar que os institutos realizaram suas entrevistas em períodos distintos e utilizaram amostras próprias. Portanto, os resultados oferecem retratos do cenário eleitoral em momentos específicos e não devem ser tratados como se fossem uma única medição.

Número de entrevistados e margem de erro das pesquisas

O Datafolha entrevistou 2.520 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 13 e 14 de outubro. O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-00466/2026.

Já a Quaest ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de outubro. O levantamento também apresenta margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro informado na Justiça Eleitoral é BR-08729/2026.

Os dados mostram que Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente nas duas simulações de segundo turno. Entretanto, como a diferença está dentro da margem de erro dos levantamentos, não é possível afirmar que exista uma vantagem estatisticamente conclusiva sobre Lula.

Com a disputa presidencial cada vez mais acirrada, os próximos levantamentos poderão ajudar a acompanhar possíveis mudanças nas intenções de voto. Até lá, os resultados disponíveis indicam um cenário de equilíbrio entre os dois candidatos.

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